Ando sem tempo. Queria ter mais tempo pra escrever, porque quem sabe assim eu não precisaria pensar que estou precisando de terapia.(redundância fudida essa)
Eu tomo minha cerveja e fumo meu cigarro praticamente todos os dias, mas não consigo escrever todos os dias. Não consigo cuidar um pouco de mim todos os dias. Tenho cuidado de mais dos outros – mas tá tranqüilo, “eles” estão precisando mais do que eu.
Mas não to reclamando da falta de tempo por tá trabalhando, porque acho do caralho ta cheia de trampo, mil coisas, e melhor de tudo: FAÇO O QUE GOSTO! Só to me dando conta que não adianta esperar nada de ninguém.
Falando em trampo, meu programa na TVE, o Papo de Camarim, teve como convidada a atriz Liane Venturella, e vou te dizer, a mulher é foda. Consegui nos arquivos da TVE imagens de peças dela lá das antigas. Bom uma criatura que já foi Dorotéia, Geni, fez Decamerom em italiano, e agora ta em cartaz com uma peça do Paul Auster – Dentro Fora,original Esconde Esconde – não precisa dizer mais muita coisa.
Quem tá fora de Porto Alegre e quer assistir o programa que passa ao vivo todas as sextas as 12:30 dentro do Estação Cultura, ta aí o site:
http://www.via-rs.net/multimidia/tve/montar_tve.php
Agora sexta, dia 06, a folia fica por conta do poeta e contista Fabrício Carpinejar. Vou te falar, foi bacana pra caralho fazer entrevista, bate-bola, e ficar constrangida com ele. Somos dois tímidos! É sério!
E voltando a mim nostalgia de pouco escrever. Ah, se for pensar que até cobri a pré-estréia do documentário do Chacrinha – a nossa repórter do Estação Cultura tava no hospital e me colocaram no asfalto – e ainda bebi champagne a noite toda de graça. Porra, pra que terapia? Pra que tempo pra escrever nesse blog? Se tenho uma taça cheia, boa cia e bom papo...
E pra terminar isso aqui: tem um trecho de uma autobiografia do Paul Auster, já que lembrei dele, em que ele fala que o cara nasce ou NÃO nasce para escrever - é o meu caso.
Desde que me conhecia, a minha ambição sempre tinha sido escrever. Aos dezasseis ou dezassete anos já sabia que assim era e nunca me iludira pensando que poderia ganhar a vida com isso. Tornar-se escritor não é ‘decidir sobre uma carreira’ como quem decide tornar-se médico ou polícia. Mais do que escolhê-la, somos escolhidos, e uma vez aceite o facto de que não somos aptos para mais nada, temos de estar preparados para percorrer uma longa e árdua estrada durante o resto dos nossos dias. (Paul Auster)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
PAPO DE CAMARIM
Nessa última sexta-feira, o PAPO DE CAMARIM, foi com o diretor e dramaturgo Julio Conte. Julio já escreveu mais de 20 peças, entre elas Bailei na Curva seu texto mais conhecido e montado em todo o Brasil.
Fui até o camarim do teatro de Arena, aqui em Porto Alegre, onde Julio Conte estava estreando seu mais novo espetáculo Dançarei sobre teu Cadáver, um espetáculo que fala sobre drogas, gravidez na adolescência e o preço de uma vida nesse mundo hoje.
....................................................................................
E essa semana, prestamos uma homenagem aos 50 anos de nascimento da contista e dramaturga gaúcha, Vera Karam.
Vera que escreveu textos premiados, como Ano novo Vida nova, Maldito coração me alegre que tu sofras, Quem sabe a continua amanha, entre outros, teve uma morte prematura, aos 43 anos, em conseqüência de um câncer. Mas sua cabeleira, sua boca sempre vermelha e afiada ficaram na memória de todos os artistas que conviveram com ela.
Conversamos com Mauro Soares, amigo e diretor, que montou todos os textos de Vera. Tbm com Ida Celina e Lurdes Eloy, atrizes que trabalharam e conviveram com ela durante muitos anos.
O Mauro falou uma coisa muito bacana durante a conversa, pedi para ele me dizer uma frase da Vera, ele mandou de presente esta:
“Gosto de atores, diretores, dramaturgos, técnicos, de toda essa gente de teatro, porque elas mentem, mas avisam que estão mentindo” (Vera Karam)
Nesta sexta, dia 23, as 12:30, no Estação Cultura, na TVE, assistam no quadro PAPO DE CAMARIM, essa homenagem.
Fui até o camarim do teatro de Arena, aqui em Porto Alegre, onde Julio Conte estava estreando seu mais novo espetáculo Dançarei sobre teu Cadáver, um espetáculo que fala sobre drogas, gravidez na adolescência e o preço de uma vida nesse mundo hoje.
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E essa semana, prestamos uma homenagem aos 50 anos de nascimento da contista e dramaturga gaúcha, Vera Karam.
Vera que escreveu textos premiados, como Ano novo Vida nova, Maldito coração me alegre que tu sofras, Quem sabe a continua amanha, entre outros, teve uma morte prematura, aos 43 anos, em conseqüência de um câncer. Mas sua cabeleira, sua boca sempre vermelha e afiada ficaram na memória de todos os artistas que conviveram com ela.
Conversamos com Mauro Soares, amigo e diretor, que montou todos os textos de Vera. Tbm com Ida Celina e Lurdes Eloy, atrizes que trabalharam e conviveram com ela durante muitos anos.
O Mauro falou uma coisa muito bacana durante a conversa, pedi para ele me dizer uma frase da Vera, ele mandou de presente esta:
“Gosto de atores, diretores, dramaturgos, técnicos, de toda essa gente de teatro, porque elas mentem, mas avisam que estão mentindo” (Vera Karam)
Nesta sexta, dia 23, as 12:30, no Estação Cultura, na TVE, assistam no quadro PAPO DE CAMARIM, essa homenagem.
PAPO DE CAMARIM
Depois de meses e meses, atrás de um patrocínio, e de alguém que comprasse minha idéia de um programa de TV voltado para os artistas ligados as artes cênicas, finalmente os planos se concretizam.
Estreou na ultima sexta-feira, dia 16, na TVE, dentro do programa Estação Cultura, o quadro “PAPO DE CAMARIM”, onde eu apresento , produzo e faço as entrevistas com a galera de teatro de Porto Alegre.
O diferencial desse quadro específico, é dar oportunidade para atores, diretores, dramaturgos cenógrafos, poderem contar um pouco da sua história e da sua trajetória como artista.
Dentro do camarim, ou da sala de ensaio, despimos o artista, numa conversa sobre sua vida na arte e a arte na sua vida. Querendo tbm, mostrar um pouco o camarim dessa pessoa e seu ritual antes de entrar em cena.
Então é isso gente, todas as sextas-férias, sempre as 12:30, dentro do programa Estação Cultura da TVE, tem PAPO DE CAMARIM.
Assistam!
Mandem e-mail dando sugestões e fazendo criticas. Serão bem aceitas sempre. Valeu?!
Depois de meses e meses, atrás de um patrocínio, e de alguém que comprasse minha idéia de um programa de TV voltado para os artistas ligados as artes cênicas, finalmente os planos se concretizam.
Estreou na ultima sexta-feira, dia 16, na TVE, dentro do programa Estação Cultura, o quadro “PAPO DE CAMARIM”, onde eu apresento , produzo e faço as entrevistas com a galera de teatro de Porto Alegre.
O diferencial desse quadro específico, é dar oportunidade para atores, diretores, dramaturgos cenógrafos, poderem contar um pouco da sua história e da sua trajetória como artista.
Dentro do camarim, ou da sala de ensaio, despimos o artista, numa conversa sobre sua vida na arte e a arte na sua vida. Querendo tbm, mostrar um pouco o camarim dessa pessoa e seu ritual antes de entrar em cena.
Então é isso gente, todas as sextas-férias, sempre as 12:30, dentro do programa Estação Cultura da TVE, tem PAPO DE CAMARIM.
Assistam!
Mandem e-mail dando sugestões e fazendo criticas. Serão bem aceitas sempre. Valeu?!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Turnê SESC - 2º parte
Depois de Montenegro, Bento e Novo Hamburgo, ficamos 8 dias em Uruguiana num projeto chamado Residência Teatral, projeto esse tbm do SESC.
Não posso deixar de agradecer ao Fabrício do SESC de lá, que é uma pessoa maravilhosa, e não só nos ajudou em tudo que pode, como todas as noites nos levava em algum bar ou restaurante bacana. VALEU FABRÍCIO!
Urugiuaiana fica na fronteira com a Argentina, eu, Adri e Duda passamos um dia em Paso de los Libres fazendo compras. Eu só comprei vinhos – lógico!
Essa experiência de conviver em grupo por quase 13 dias, e fazer tudo junto, foi algo tão novo pra mim, que parecia que estava meio bêbada sempre. Tem a parte chata, mas tem as partes muito, muito divertidas.
Valeu a experiência.
Não posso deixar de agradecer ao Fabrício do SESC de lá, que é uma pessoa maravilhosa, e não só nos ajudou em tudo que pode, como todas as noites nos levava em algum bar ou restaurante bacana. VALEU FABRÍCIO!
Urugiuaiana fica na fronteira com a Argentina, eu, Adri e Duda passamos um dia em Paso de los Libres fazendo compras. Eu só comprei vinhos – lógico!
Essa experiência de conviver em grupo por quase 13 dias, e fazer tudo junto, foi algo tão novo pra mim, que parecia que estava meio bêbada sempre. Tem a parte chata, mas tem as partes muito, muito divertidas.
Valeu a experiência.
Turnê SESC - 1º parte
Rio Grande do Sul no palco – um projeto do SESC RS e que está levando nós, da CIA Stravaganza, pra um monte de cidade bacana.
Ontem estivemos em Montenegro com a Comédia do Erros – eu não faço o espetáculo, mas tava junto lá montando e desmontando cenário num ginásio - que não tinha nenhuma acústica. Mas deu tudo certo, mesmo com muita chuva, caindo em cima do telhado de zinco – imagina os atores lutando para serem escutados.
Coisa de turnê pelo interior – o que torna tudo muito mais divertido.
Hoje estamos em Bento Gonçalvez – terra do vinho, vou me dar bem aqui. O hotel é tudo de bom, temos até piscina térmica. Não fomos no ginásio ainda (sim, de novo em um ginásio), agora da tarde a gente corre pra lá pra fazer a montagem. Mas não antes de dar uma relaxada na piscina, fui.....
Ontem estivemos em Montenegro com a Comédia do Erros – eu não faço o espetáculo, mas tava junto lá montando e desmontando cenário num ginásio - que não tinha nenhuma acústica. Mas deu tudo certo, mesmo com muita chuva, caindo em cima do telhado de zinco – imagina os atores lutando para serem escutados.
Coisa de turnê pelo interior – o que torna tudo muito mais divertido.
Hoje estamos em Bento Gonçalvez – terra do vinho, vou me dar bem aqui. O hotel é tudo de bom, temos até piscina térmica. Não fomos no ginásio ainda (sim, de novo em um ginásio), agora da tarde a gente corre pra lá pra fazer a montagem. Mas não antes de dar uma relaxada na piscina, fui.....
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Nada como uma boa noite de sono pra tudo ficar mais claro. Tem gente por aí que ainda é humana, de carne e osso - e nervos. Mas o bom é saber que sempre podemos voltar pra casa, dormir e acordar com o coração mais quieto.
Tem uma revista virtual bacana pra caralho, de dois muleques – jornalistas – aqui de Porto Alegre, se chama Língua Pop.
Ah, o nome deles? Claro: Bruno Goularte e Ricardo Ara
Nessa primeira edição eles fazem uma matéria sensacional com o Julio Reny, músico daqui dos pampas, e que eu só fui me interessar em conhecer agora, depois que voltei do Rio de Janeiro.
Segue o link:
http://linguapop.wordpress.com/
E uns trechos da entrevista que os guris fizeram com o Júlio, mas vale a pena ler toda ela, valeu?!
Ricardo – Então, eu li numa entrevista que tu disseste que “pra música aparecer a vida tem que acontecer”? Tu não acha que tá faltando muito isso?
Júlio – Eu meio que me fechei num ciclo, num padrão de som e de época, que, bah, eu não consigo sair daquilo. Me bitolei naquilo e sou bitolado assumido mesmo. Então não ouço muitos trabalhos de hoje e tal, inclusive de música gaúcha e não é prepotência minha. O único disco recente que eu ouvi e me identifiquei foi o do Nasi, “Onde os anjos não ousam pisar”, e gostei muito. Inclusive fui no show dele, fui no camarim depois, dei um abraço. O cara merece.
Então eu não sei o que as bandas andam falando nas letras, tirando o que tu ouve na TV e nas propagandas de rádio, esse pessoal do Emocore, não sei o que as bandas indies tão dizendo no Brasil.
.........................................................................................................................
Bruno – E… A cidade, como ela influência no trabalho?
Júlio – Bah, a cidade é onipresente né? Eu até já tentei me transportar prum deserto imaginário, country, mais na época dos Cowboys Espirituais, viver um mundo imaginário, né? Mas é difícil, olha essa barulheira em volta.
cachorros latindo, pessoas conversam, gritam,
carros passando, sirenes de ambulância,
Madonna tocando na rádio,
criança pedindo um salgadinho aos berros,
gêmeas gostosas conversando,
passos, corridas,
motos, janelas batendo…
Nessa selva de concreto e aço não tem como. Mas ás vezes me reporto a desertos… Não deserto árabe, aquele que eu também já vivi uma época (época do expresso oriente). Mas agora é o deserto dos cowboys. Nesse último disco, tenho uma música que fala bem claramente nisso.
...............................................................................................................................
Júlio – Ah, ultimamente, se virando nos trinta. Tu tem renda, tem direitos autorais… Tá apertado, consegue uma grana emprestada, paga quando puder… Tu vai indo do jeito que vai. Ás vezes tu olha lá pra cdteca, sacrifica uns cinco títulos, ou uma coleção inteira, como eu fiz há uma semana atrás. Vendi prum amigo colecionador pra matar uma conta.
Ricardo – É… Esse lance beat, talvez… Esse lado mais verdadeiro do Rock.
Júlio – É. O troço é meio Bukowski, tu tá sempre pensando em como ter a bebida da noite. Hoje eu tenho minha bebida e meu cigarro pra trabalhar de noite. Um modo meio beat de viver mesmo. Concordo contigo. Toda razão isso que tu falou.
(a entrevista na integra está na revista virtual dos meninos)
Tem uma revista virtual bacana pra caralho, de dois muleques – jornalistas – aqui de Porto Alegre, se chama Língua Pop.
Ah, o nome deles? Claro: Bruno Goularte e Ricardo Ara
Nessa primeira edição eles fazem uma matéria sensacional com o Julio Reny, músico daqui dos pampas, e que eu só fui me interessar em conhecer agora, depois que voltei do Rio de Janeiro.
Segue o link:
http://linguapop.wordpress.com/
E uns trechos da entrevista que os guris fizeram com o Júlio, mas vale a pena ler toda ela, valeu?!
Ricardo – Então, eu li numa entrevista que tu disseste que “pra música aparecer a vida tem que acontecer”? Tu não acha que tá faltando muito isso?
Júlio – Eu meio que me fechei num ciclo, num padrão de som e de época, que, bah, eu não consigo sair daquilo. Me bitolei naquilo e sou bitolado assumido mesmo. Então não ouço muitos trabalhos de hoje e tal, inclusive de música gaúcha e não é prepotência minha. O único disco recente que eu ouvi e me identifiquei foi o do Nasi, “Onde os anjos não ousam pisar”, e gostei muito. Inclusive fui no show dele, fui no camarim depois, dei um abraço. O cara merece.
Então eu não sei o que as bandas andam falando nas letras, tirando o que tu ouve na TV e nas propagandas de rádio, esse pessoal do Emocore, não sei o que as bandas indies tão dizendo no Brasil.
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Bruno – E… A cidade, como ela influência no trabalho?
Júlio – Bah, a cidade é onipresente né? Eu até já tentei me transportar prum deserto imaginário, country, mais na época dos Cowboys Espirituais, viver um mundo imaginário, né? Mas é difícil, olha essa barulheira em volta.
cachorros latindo, pessoas conversam, gritam,
carros passando, sirenes de ambulância,
Madonna tocando na rádio,
criança pedindo um salgadinho aos berros,
gêmeas gostosas conversando,
passos, corridas,
motos, janelas batendo…
Nessa selva de concreto e aço não tem como. Mas ás vezes me reporto a desertos… Não deserto árabe, aquele que eu também já vivi uma época (época do expresso oriente). Mas agora é o deserto dos cowboys. Nesse último disco, tenho uma música que fala bem claramente nisso.
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Júlio – Ah, ultimamente, se virando nos trinta. Tu tem renda, tem direitos autorais… Tá apertado, consegue uma grana emprestada, paga quando puder… Tu vai indo do jeito que vai. Ás vezes tu olha lá pra cdteca, sacrifica uns cinco títulos, ou uma coleção inteira, como eu fiz há uma semana atrás. Vendi prum amigo colecionador pra matar uma conta.
Ricardo – É… Esse lance beat, talvez… Esse lado mais verdadeiro do Rock.
Júlio – É. O troço é meio Bukowski, tu tá sempre pensando em como ter a bebida da noite. Hoje eu tenho minha bebida e meu cigarro pra trabalhar de noite. Um modo meio beat de viver mesmo. Concordo contigo. Toda razão isso que tu falou.
(a entrevista na integra está na revista virtual dos meninos)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Vou te dizer uma coisa: NÃO ESPERE NADA DE UMA PESSOA COMO EU! Sou confusa em algumas coisas, mas em outras sei muito bem o que quero. Não vim pra essa merda de mundo pra provar nada pra ninguém, e só me interessa ter qualquer tipo de relação com pessoas que pensem da mesma maneira.
Não julgo ninguém. Nem neguinho que fica de 4 pra qualquer oportunidade, nem outros que querem ser uma coisa que nunca vão ser. Mas vivo falando, não me diga o que devo e o que não devo fazer, a menos que eu te peça isso(o que é quase impossível acontecer). Ninguém é obrigado a estar do meu lado, nem na minha mesa de bar, muito menos a trocar idéia comigo.
VAI TE FUDER! Tenho pavor dessa palhaçada de gente se achando superior e te dando conselho, assim como tenho pavor de acadêmicos que acham que são donos da verdade. Graças a Deus meu Pais me criaram pra NÃO dar a outra face. Nunca precisei baixar a cabeça pra nada nem pra ninguém , nem quando minha vida tava uma bosta e eu não tinha dinheiro pro ônibus. Não sei como se chama isso, se é personalidade, ou se é caráter – mas com certeza é alguma coisa que muita gente não tem.
Porra, me erra!
Neguinho bebe, e entra numas do mau. Numas erradas. Isso sabendo que VC, considera a pessoa pra caralho. Cuida, ajuda... mas é isso... o que eu acho certo pode parecer bem errado pra outra pessoa.
E ONTEM TEVE NO OCIDENTE O MONÓLOGO: PARQUE DE DIVERSÕES – TEXTO DE DIONES CAMARGO EM PARCERIA COM O ATOR MARCOS CONTRERAS. QUARTA-FEIRA DA SEMANA QUE VEM, DIA 26, AS 22:00 HORAS É O ÚLTIMO DIA DA TEMPORADA.
E JÁ QUE ESSE POST COMEÇOU COM DESABAFO, AÍ VAI UMA FRASE DO MÓLOGO ESCRITO PELOS MENINOS:
"TODA VEZ QUE EU OLHO PRA ESTA TV GIGANTE SÓ CONSIGO PENSAR QUE FALTA ALGUMA COISA. SEMPRE FALTA. SEJA LÁ O QUE TU JÁ TENHA CONQUISTADO, SEMPRE VAI FALTAR ALGUMA COISA."
Não julgo ninguém. Nem neguinho que fica de 4 pra qualquer oportunidade, nem outros que querem ser uma coisa que nunca vão ser. Mas vivo falando, não me diga o que devo e o que não devo fazer, a menos que eu te peça isso(o que é quase impossível acontecer). Ninguém é obrigado a estar do meu lado, nem na minha mesa de bar, muito menos a trocar idéia comigo.
VAI TE FUDER! Tenho pavor dessa palhaçada de gente se achando superior e te dando conselho, assim como tenho pavor de acadêmicos que acham que são donos da verdade. Graças a Deus meu Pais me criaram pra NÃO dar a outra face. Nunca precisei baixar a cabeça pra nada nem pra ninguém , nem quando minha vida tava uma bosta e eu não tinha dinheiro pro ônibus. Não sei como se chama isso, se é personalidade, ou se é caráter – mas com certeza é alguma coisa que muita gente não tem.
Porra, me erra!
Neguinho bebe, e entra numas do mau. Numas erradas. Isso sabendo que VC, considera a pessoa pra caralho. Cuida, ajuda... mas é isso... o que eu acho certo pode parecer bem errado pra outra pessoa.
E ONTEM TEVE NO OCIDENTE O MONÓLOGO: PARQUE DE DIVERSÕES – TEXTO DE DIONES CAMARGO EM PARCERIA COM O ATOR MARCOS CONTRERAS. QUARTA-FEIRA DA SEMANA QUE VEM, DIA 26, AS 22:00 HORAS É O ÚLTIMO DIA DA TEMPORADA.
E JÁ QUE ESSE POST COMEÇOU COM DESABAFO, AÍ VAI UMA FRASE DO MÓLOGO ESCRITO PELOS MENINOS:
"TODA VEZ QUE EU OLHO PRA ESTA TV GIGANTE SÓ CONSIGO PENSAR QUE FALTA ALGUMA COISA. SEMPRE FALTA. SEJA LÁ O QUE TU JÁ TENHA CONQUISTADO, SEMPRE VAI FALTAR ALGUMA COISA."
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Porto Alegre tem sido bacana Morgana. Tem coisa pra caralho acontecendo. O Oigalê – um grupo de teatro de rua daqui – está comemorando 10 anos de estrada. A trupe se empenhou e trouxe umas oficinas fodásticas pra cá. Roberto Innocente, um italiano tri gente boa, deu um curso de fabricação e experimentação de máscaras da Comédia Dell’ Arte. Mario Bortolotto veio para a oficina de dramaturgia, e a galera marcou presença. Praticamente todos que se inscreveram seguiram no curso até o último dia.
Hoje no Dr. Jeckyll , tem show da FENX. O dueto, formado por Guffo e Helga Kern, acabaram de chegar de uma temporada pela Europa – Portugal e Paris – até meu irmão resolveu ficar mais um dia por aqui pra curtir o som dos deles. E eu, bom, faz anos, que não vou Jeckyll e curto o som deles. Então de noite é nóis na Cidade Baixa de novo.
Danuza Leão da Cidade Baixa? Pô Diones, gostei do pseudônimo, que vc me deu. Vou usa-lo nos meus textos.
..................................................................................
Bom, Danuza Leão fala então: não escrevi muita coisa na oficina de dramaturgia. Foram 4 cenas, mas só arrisco postar o “monológo do táxi”.
Vc já gostou de alguém? Serio! Gostou? Já sentiu, assim, aquela “mudez”, quando vê a pessoa entrar no táxi e ir embora.(pausa) No máximo saí da boca uma palavra de uma língua desconhecida. Aquela sensação de vazio que aparece do nada é de doer. Sério! Sem querer falar bonito, ou falar que nem essas mulherzinhas (irônica)apaixonadas, até porque eu nunca faria isso . Mas é foda! É solidão, mesmo sabendo que daqui a pouco vc ta com outro cara. Mas nunca será o cara que entrou no taxi e foi embora. (pausa) Porque a gente só percebe o que é importante quando o táxi vai? Porque a gente só tem coragem de falar, qualquer merda que seja, quando o táxi já ta dobrando a esquina? Eu falo, a vida deveria ser muda. Vc só percebe que deveria ter dito coisas, quando não tem como dizer mais nada. O táxi já foi! E eu estou parada na meio da avenida, junto com esse monte de coisa não dita.
Hoje no Dr. Jeckyll , tem show da FENX. O dueto, formado por Guffo e Helga Kern, acabaram de chegar de uma temporada pela Europa – Portugal e Paris – até meu irmão resolveu ficar mais um dia por aqui pra curtir o som dos deles. E eu, bom, faz anos, que não vou Jeckyll e curto o som deles. Então de noite é nóis na Cidade Baixa de novo.
Danuza Leão da Cidade Baixa? Pô Diones, gostei do pseudônimo, que vc me deu. Vou usa-lo nos meus textos.
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Bom, Danuza Leão fala então: não escrevi muita coisa na oficina de dramaturgia. Foram 4 cenas, mas só arrisco postar o “monológo do táxi”.
Vc já gostou de alguém? Serio! Gostou? Já sentiu, assim, aquela “mudez”, quando vê a pessoa entrar no táxi e ir embora.(pausa) No máximo saí da boca uma palavra de uma língua desconhecida. Aquela sensação de vazio que aparece do nada é de doer. Sério! Sem querer falar bonito, ou falar que nem essas mulherzinhas (irônica)apaixonadas, até porque eu nunca faria isso . Mas é foda! É solidão, mesmo sabendo que daqui a pouco vc ta com outro cara. Mas nunca será o cara que entrou no taxi e foi embora. (pausa) Porque a gente só percebe o que é importante quando o táxi vai? Porque a gente só tem coragem de falar, qualquer merda que seja, quando o táxi já ta dobrando a esquina? Eu falo, a vida deveria ser muda. Vc só percebe que deveria ter dito coisas, quando não tem como dizer mais nada. O táxi já foi! E eu estou parada na meio da avenida, junto com esse monte de coisa não dita.
domingo, 2 de agosto de 2009
Vc já fez dessas?
Que minha mãe não leia isso: mas amanheci de sexta para sábado. Saí do 512 as 7:30 da manha, e fui no Marinho praticamente implorar uma saidera. Foram poucos os sobreviventes, mas os que sobraram comigo ficaram por lá, insistindo com o cara pra ele não fechar o pé sujo. Nada adiantou, nos restou a Padoka, na República, o que foi ótimo, pois 9 horas da manha é um bom horário pra estar numa padaria tomando café com leite e comendo baguette não sei do que.
A boêmia me faz bem. O barulho dos copos brindando, a meia luz dos lugares, o riso, o choro, as confidencias, as mentiras e as verdades – tudo isso faz parte de uma realidade quase teatral, e que me faz pensar, ou não pensar...
Tivemos uma discussão fervorosa sobre o filme Dogville. Proveitosa, lógico – mas longa de mais. E continuo achando que a tal da Grace lá, é uma garotinha mimada, que só fez o que fez para atingir o pai.
As vezes nossos papos podiam ser menos intelectuais. Preciso falar bobagem, pelo menos de madrugada.
A boêmia me faz bem. O barulho dos copos brindando, a meia luz dos lugares, o riso, o choro, as confidencias, as mentiras e as verdades – tudo isso faz parte de uma realidade quase teatral, e que me faz pensar, ou não pensar...
Tivemos uma discussão fervorosa sobre o filme Dogville. Proveitosa, lógico – mas longa de mais. E continuo achando que a tal da Grace lá, é uma garotinha mimada, que só fez o que fez para atingir o pai.
As vezes nossos papos podiam ser menos intelectuais. Preciso falar bobagem, pelo menos de madrugada.
Então... então! Gosto de escrever nesse troço aqui, mas sinto que tem me faltado inspiração – dá pra entender?
Vivo em Porto Alegre agora, e preciso ainda me reencontrar aqui. Tentar achar um sentido pra isso tudo. No Rio, por mais que já na finaleira lá, eu não tinha muito sentido nem direção pra nada, escrever era algo que me fazia bem. Mas também me fazia bem por 30 minutos, sou instável nesse troço de “se sentir bem”.
Porto Alegre é um capital cultural pra caralho. Um monte de coisa acontece aqui, outras tantas vem pra cá. Esse final de semana, por exemplo, o UDI GRUDI, um grupo de circo teatro de Brasília vem pra cá com dois espetáculos. Não conheço o trabalho dos caras, mas lá na CAL no Rio, eu ouvi bons comentários. Segue aí o cartaz:

Mas eu tava falando de achar sentidos aqui né?! Pois então, eu vivo nessa de querer achar sentido para as coisas. Como se tivesse coisas que fossem simples de explicar como a matemática. – apesar de que a matemática também não é fácil.
Nós, Stravaganza, fomos selecionados para o SESC Dramaturgia. Pow, uma parada legal do SESC com oficina de dramaturgia e depois leitura encenada de algum texto. Cancelaram tudo aqui em Porto Alegre. A gripe A ta acabando não só as temporadas daqui, mas com o dinheiro no bolso dos artistas. Querem fechar todos os teatros e cinemas do estado até conseguirem controlar o vírus. E isso vai acontecer quando? No verão? E ano que vem, quando a gripe W tomar conta o que o governo vai fazer?
E voltando a tentar achar sentido. Que sentido tem tudo isso? O que eu quero falar com tudo isso? Porque tanta diferença se todos na verdade são indiferentes mesmo?
Foi uma semana que a temperatura chegou a – 3 graus no estado. Hoje é domingo e chove pra caralho. Olho pela minha janela e vejo a Av. João Pessoa. Não consigo ver mais nada. Algo está acontecendo, se não é lá fora é dentro de mim.
Vou pensar sobre isso. Quem sabe pense em Paris, ou no Texas, ou em Três Passos mesmo.
Vivo em Porto Alegre agora, e preciso ainda me reencontrar aqui. Tentar achar um sentido pra isso tudo. No Rio, por mais que já na finaleira lá, eu não tinha muito sentido nem direção pra nada, escrever era algo que me fazia bem. Mas também me fazia bem por 30 minutos, sou instável nesse troço de “se sentir bem”.
Porto Alegre é um capital cultural pra caralho. Um monte de coisa acontece aqui, outras tantas vem pra cá. Esse final de semana, por exemplo, o UDI GRUDI, um grupo de circo teatro de Brasília vem pra cá com dois espetáculos. Não conheço o trabalho dos caras, mas lá na CAL no Rio, eu ouvi bons comentários. Segue aí o cartaz:

Mas eu tava falando de achar sentidos aqui né?! Pois então, eu vivo nessa de querer achar sentido para as coisas. Como se tivesse coisas que fossem simples de explicar como a matemática. – apesar de que a matemática também não é fácil.
Nós, Stravaganza, fomos selecionados para o SESC Dramaturgia. Pow, uma parada legal do SESC com oficina de dramaturgia e depois leitura encenada de algum texto. Cancelaram tudo aqui em Porto Alegre. A gripe A ta acabando não só as temporadas daqui, mas com o dinheiro no bolso dos artistas. Querem fechar todos os teatros e cinemas do estado até conseguirem controlar o vírus. E isso vai acontecer quando? No verão? E ano que vem, quando a gripe W tomar conta o que o governo vai fazer?
E voltando a tentar achar sentido. Que sentido tem tudo isso? O que eu quero falar com tudo isso? Porque tanta diferença se todos na verdade são indiferentes mesmo?
Foi uma semana que a temperatura chegou a – 3 graus no estado. Hoje é domingo e chove pra caralho. Olho pela minha janela e vejo a Av. João Pessoa. Não consigo ver mais nada. Algo está acontecendo, se não é lá fora é dentro de mim.
Vou pensar sobre isso. Quem sabe pense em Paris, ou no Texas, ou em Três Passos mesmo.
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